Posso saber se minha vacinação deu certo?

O corpo humano produz os anticorpos de acordo com os antígenos que o atacam. No caso do vírus da Covid-19, várias proteínas diferentes do vírus podem agir como antígeno e levarem à produção de anticorpos. Os exames sorológicos, realizados para diagnóstico de Covid-19 com uma gota de sangue são produzidos para detectar anticorpos contra uma proteína específica do vírus. Normalmente detectam anticorpos contra a proteína spike (S) ou a proteína do nucleocapsídeo (N). 

As vacinas por sua vez, podem apresentar todas as proteínas virais induzindo resposta de anticorpos contra as proteínas em geral, como a Coronavac, ou podem utilizar apenas uma proteína, no caso a S, induzindo uma resposta de produção de anticorpos específicos contra a proteína S, como a vacina da AstraZeneca/Oxford. Assim, após duas semanas da imunização completa, é esperado se observar nos exames sorológicos, a produção de anticorpos IgG/IgM. Entretanto, para isso é necessário observar qual vacina foi utilizada para saber qual tipo de teste pode ser realizado. 

Caso sua vacinação tenha sido com a Coronavac, qualquer teste sorológico pode indicar a presença de anticorpos, pois ela induz a produção contra várias proteínas virais. Por outro lado, caso sua vacinação tenha sido com a Oxford, é necessário realizar um exame sorológico que detecte anticorpos contra a proteína S, pois se detectar a proteína N você poderá ter um resultado negativo mesmo tendo sido imunizado. 

Isso leva a outro problema. Caso você já tenha sido infectado pela Covid-19, é possível que tenha, por conta da infecção, anticorpos contra ambas as proteínas, invalidando o exame como um teste para saber se a vacina induziu a produção de anticorpos. Se sua vacinação foi realizada com a Coronavac, você jamais saberá. Entretanto, se a vacinação foi feita com a Oxford, a infecção indicará resultado positivo para ambos os testes (anti-S ou anti-N), enquanto a vacinação terá um resultado positivo para anti-S mas negativo para anti-N.

Apesar de ser esperado que a vacinação induza a produção de anticorpos – e sua quantificação não esteja relacionada com a proteção –, em raras ocasiões (pessoas imunossuprimidas ou outros motivos) a vacina não levará à produção de anticorpos. Por isso esta investigação deve ser feita com cautela e com orientação de especialista.

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