Dos tempos que se foram

Você é daqueles que de vez em quando se pega com uma nostalgia de algo que nunca presenciou ou teve contato realmente? Já vi vários comentarem que gostariam de ter vivido na época em que grandes bandas estavam no auge. Será que gostariam mesmo? E será que precisamos?

Mas é claro que todos temos estes pensamentos de vez em quando. Alguns sonham em poder ter ido ao Woodstock. Outros gostaria de ter visto o Pink Floyd tocando pelo menos uma vez. Ou o Black Sabbath com a formação original.

O problema para esta geração que sofre com a “música” que atualmente está nas paradas e  que gostaria de ter vivido a época em que os grandes estavam na ativa é que simplesmente estar lá, nesta época, não resolveria. A não ser que você estivesse também nos grandes centros dos Estados Unidos ou Inglaterra. Por aqui as coisas demoravam para chegar e grandes shows só foram possíveis a partir dos anos 80. Precisamos lembrar sempre que no auge da liberação e do estopim das boas bandas de rock, o Brasil vivia uma ditadura recente e eficiente.

Ou seja, se você vivesse naquela época em uma grande cidade brasileira, talvez pudesse ter acesso a alguma coisa por debaixo dos panos, mas nem poderia sair cantando por aí. Se estivesse no interior, nem ouviria nada além do que tocava em rádio.

E olha que isso é outro problema. Não é porque Led Zeppelin, Black Sabbath, Pink Floyd e dezenas de outros gigantes estavam no auge que era isso que rolava nas rádios. Claro que rolava algumas coisas interessantes, e você pode dar uma olhada no ano de seu nascimento nestes dois links:

#1 Billboard – Você descobre a música número 1 na parada da Billboard no dia de seu nascimento; No meu caso, era Debby Boone – You light up my life (não faço idéia e nem quero saber como é…);

The Time Machine (UpChucky.com) – Você descobre a parada de sucessos do ano em que nasceu; No meu ano tem até uma balada do Johnny Rivers (#09) e do Alice Cooper (#25), e Eagles com Hotel California, mas nada mais que valha a pena ser mencionado.

E agora, estamos melhor? Não em relação aos sucessos que tocam nas rádios, apesar de termos mais emissoras e mais liberdade neste momento. Quem realmente curte algo mais pesado (ou nem tanto, mas que não passa pelo crivo popular, jabás e tudo mais) acaba se sentindo discriminado.

Pelo menos hoje temos internet! Podemos ver pelo Youtube aquele show que só havíamos ouvido falar antigamente. Podemos ouvir as rádios que tocam só músicas do estilo que gostamos. Podemos encontrar coisas novas para ouvir a qualquer momento.

E para os que ainda sentem a nostalgia e acham que as bandas atuais não estão com nada, deixo aqui uma sugestão: busquem pelas bandas Witchcraft, Orchid, Graveyard, The Myrrors. Verdadeiros oásis dos anos 2000 neste marasmo de bandas comerciais. A torcida é que venham fazer shows por estes lados e não aconteça mais coisas como o fiasco do Metal Open Air. Fiquem com uma amostra do Witchcraft, banda sueca formada em meados dos anos 2000.

 

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