CineCiência – um projeto de cultura

Em 2006 a Universidade Federal de Viçosa atendeu a um apelo da população de Rio Paranaíba e, com o grande investimento federal em novos campi, iniciou atividades na cidade. Uma cidadezinha de cerca de 10 mil habitantes, onde, como toda cidade pequena, cultura está em último plano.

Estou neste campus da UFV desde 2007, sendo do primeiro grupo de docentes contratados. Atualmente temos 10 cursos de graduação e a cidade está se transformando em outra. Há inúmeros prédios em construção para atender às demandas dos alunos de fora da cidade que precisam de moradia.

A cidade orgulha-se de seu carnaval, quando uma quantidade enorme de pessoas vem de fora para participar da folia. Eu, particularmente, detesto carnaval. Até por isso tenho pensado em como oferecer outras oportunidades de cultura para as pessoas, sejam alunos da UFV ou não.

É claro que um cinema comercial tradicional não funcionaria numa cidade tão pequena, por isso é inútil pensar em trazer algo assim para cá. Mas porque não uma sala de exibição de filmes? Um aluno de Ciências Biológicas nativo de Rio Paranaíba, chegou a conversar sobre isso, e sobre como seria interessante algo assim na cidade. Eu já tinha algumas idéias, principalmente quando eu comentava nas aulas de Introdução às Ciências Biológicas sobre filmes como Contato e Uma Mente Brilhante e ninguém acusava ter assistido.

Assim, decidi procurar informações sobre como fazer uma mostra de filmes no campus. Temos projetores multimídias e equipamento de som, bem como um pequeno auditório que não é confortável para ver filmes, mas quebraria um galho. Filmes relacionados com ciência e cultura de modo geral, além de documentários originais eu tenho e poderia disponibilizar. Faltam as questões legais.

A Agência Nacional de Cinema, ANCINE tem um esquema para isentar da cobrança de suas taxas para mostras como esta. Falta a liberação da indústria. Entrei em contato e obtive um orçamento para uma licença guarda-chuva, onde eu poderia rodar os filmes semanalmente, desde que originais e sem cobrança de ingresso por uma bagatela de cerca de R$1.000,00 (mil reais) por um ano.

O próximo passo é angariar os fundos para conseguir realizar o projeto.

É claro que ter uma sala adequada seria melhor. Aí vai uma grana para a construção adequada e equipamentos. Como os equipamentos da instituição são compartilhados, é possível haver dias em que a sessão não poderá acontecer por eles serem necessários em outro evento ou ocasião. Por isso seria importante ter equipamentos próprios – um projetor multimídia, um DVD player e equipamento de som, além é claro da compra dos filmes. Se tivermos um bom acervo, podemos até trabalhar em conjunto com a biblioteca para fazer empréstimos para que as pessoas assistam em casa.

Mas o projeto pode ter seu início mais simples, conseguindo apenas a verba para a licença guarda-chuva.

Se você tem empresa e quer nos ajudar a levar cultura para esta região tão carente destas atividades, entre em contato! Através da Fundação Arthur Bernardes podemos tirar nota fiscal ou recibo da doação (só precisamos lembrar que eles ficam com 20%). Se não tem e ainda assim quiser ajudar, maravilha! Outra ajuda será repassar esta mensagem, que, na verdade, é um pré-release do projeto que está sendo escrito, com orçamento detalhado e tudo mais, para ser encaminhado à órgãos de fomento.

Quem sabe, com sua ajuda (e seu nome no cartaz) em breve poderemos fazer o lançamento do projeto!

1 thought on “CineCiência – um projeto de cultura

  1. Prezado Rubens,
    O BNDES recebe projetos na área de festivais e mostras cinema. Procurei rapidamente e não encontrei no site do Ministério da Cultura, mas acredito que há um programa de instalação de salas de cinema em cidades de menos de 30 ou 50 mil habitantes. Vale a pena telefonar ao Ministério e buscar informações.
    Abaixo o link para o BNDES. As inscrições para este ano acabaram em junho, mas vale ver os requisitos e começar um esboço de projeto para um ano de mostra, com curadoria, lista exemplificativa de filmes, etc. Atente para o fato de que o BNDES dá preferência à programação brasileira.
    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Patrocinio/Introducao/eventos_culturais2014.html

    No Rio de Janeiro trabalho na organização do Cineclube Sci-Fi, no qual apresentamos um filme, temos uma palestra um debate. É um formato que tem funcionado muito bem, pois instiga os espectadores a refletirem sobre a obra, conversarem sobre ela. Em geral temos uma pessoa das humanas e uma das exatas para darem pontos de vista diferentes.
    http://www.jedirio.com.br/eventos/cineclube-sci-fi/
    Espero ter ajudado.

    Atenciosamente,
    Roberta Manaa

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