Um despacho para o Ciência sem Fronteiras

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Não tem nada a ver com encruzilhada, não se preocupem. Eu ia escrever algo mais denso sobre este assunto, mas surgiram outras prioridades no momento. Sou coordenador do curso de Ciências Biológicas e, nesta posição, preciso me manifestar quanto à solicitação de alunos que estejam partindo para o maravilhoso programa Ciência sem Fronteiras. Segue a íntegra do despacho que fiz. Num futuro não muito distante eu comento outras opiniões sobre o programa.

“A aluna solicita afastamento para participar de mobilidade acadêmica internacional, dentro do programa Ciência sem Fronteiras do Governo Federal. De acordo com a documentação do processo, a aluna conseguiu a aprovação e o aceite em uma universidade dos Estados Unidos, e iniciará o programa em 19 de Março de 2014. Ou seja, nesta data, 17 de Fevereiro, nada resta a mim, na posição de Coordenador do Curso de Ciências Biológicas, senão aprovar sua solicitação.

A situação em que o Governo Federal nos coloca é absolutamente constrangedora pois, não há qualquer possibilidade de discussão ou de análise. Não há como avaliar e não há critérios para se avaliar as reais possibilidades de cada aluno em cada uma das universidades escolhidas para o estágio, de modo que nosso parecer como coordenador não passa de mera burocracia desnecessária.

Seria útil se antes da aprovação pelo Governo Federal, com o aceite da universidade pretendida em mãos, bem como com as disciplinas oferecidas pelo curso análogo no exterior e suas respectivas ementas, recebêssemos o processo para efetivamente avaliar e oferecer uma orientação adequada aos alunos. Esta opção sequer é possível dada a urgência da tramitação do processo, bem como pelo fato de que a aluna precisa fazer o nivelamento da língua antes de efetivamente cursar alguma disciplina no exterior.

De mãos atadas, e sem mais para o momento, recomendo o DEFERIMENTO da solicitação da estudante.”